segunda-feira, 2 de julho de 2012
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
ANTA
É o maior mamífero terrestre da fauna brasileira. Pode atingir até 2,0 m de comprimento e mais de 1,0 m de altura, chegando a pesar 300 Kg. O macho, geralmente, é menor do que a fêmea. Pode viver 35 anos. Possui uma pequena tromba móvel na ponta do focinho e uma cauda curta, além de 04 unhas nas patas dianteiras e 03 nas traseiras. O jovem apresenta listras e manchas claras e coloração parda avermelhada. À medida que envelhece, sua coloração vai ficando marrom escura e uniforme pelo corpo. Sua visão é fraca, mas a audição e o olfato são muito apurados. Seus meios de percepção, baseiam-se em odores e sinais acústicos. S ão animais muito fortes.
Habitat
Matas de galeria, florestas, pantanal e cerrado.
Ocorrência
Toda a América do Sul a leste da Cordilheira dos Andes.
Hábitos
É animal de hábitos noturnos. Durante o dia, a anta fica escondida na floresta. À noite, deixa o esconderijo para pastar. Suas pegadas, difíceis de serem confundidas, podem ser vistas logo ao amanhecer nas trilhas abertas na floresta, nas margens dos rios e até no fundo das lagoas. Nada muito bem e procura a água para fugir de seus predadores ou livrar-se de parasitas como os carrapatos e moscas. Vive em ambientes úmidos e estabelece seu território sempre próximo da água. Animais de hábitos solitários, são encontrados acompanhados apenas durante a época de acasalamento ou durante a amamentação. Os machos urinam regularmente nos mesmos locais, talvez para mostrar aos outros indivíduos da mesma espécie sua presença no local. A anta possui glândulas faciais usadas para deixar rastro de cheiro. Quando surpreendida ou ameaçada, ela mergulha na água ou se esconde entre arbustos fechados. É capaz de galopar, derrubando pequenas árvores e arbustos, fazendo muito barulho, além de nadar e escalar terrenos íngremes muito bem. Entre as vocalizações emitidas pela anta, incluem-se o guincho estridente, usado para demonstrar medo, dor e apaziguamento; o estalido que pode ser usado para identificar indivíduos da mesma espécie e o bufo que significa agressão.
Frutas silvestres, raízes, algumas sementes, folhas novas, caules, brotos, pequenos ramos, grama, plantas aquáticas, cascas de árvores, organismos aquáticos e pastam inclusive sobre plantações de cana, melão, cacau, arroz e milho.
Reprodução
A gestação dura entre 390 e 400 dias, nascendo apenas um filhote pesando em torno de 4 Kg, com o pelo cheio de manchas e riscas brancas. Durante o acasalamento, os machos atraem as fêmeas com assobios estridentes. A cópula pode ocorrer tanto dentro quanto fora da água. O casal se separa após isso. O filhote é amamentado até quando a mãe estiver lactando. Em um ano e meio já está crescido e com a aparência dos adultos.
Predadores naturais
A onça é o seu principal inimigo natural. Ainda entre os predadores estão o homem e a sucuri.
Ameaças
População está aos poucos diminuindo, devido à caça predatória e à destruição de seu ambiente natural.
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
BEIJA-FLOR
Habitat
Vivem nos mais variados lugares e ecossistemas como florestas, desertos, cerrados e mesmo próximo ao gelo.
Ocorrência
Existem apenas no continente americano, distribuindo-se do Alaska à Terra do Fogo na Argentina. É na região tropical que ocorrem mais espécies.
Hábitos
São extremamente ágeis, rápidas e belicosas que não se intimidam com inimigos maiores como gaviões, os quais atacam como balas deixando-os aturdidos e temerosos. É muito comum vermos estas pequenas aves perseguindo no ar as aves de rapina, para afastá-las das proximidades de seu ninho. Não é difícil vê-los “tomando banho” em algum riacho na mata. Pairam a alguns centímetros do espelho d'água e dão rápidos “mergulhos superficiais”, molhando rapidamente as penas. Após, dois ou três destes mergulhos param em um galho próximo e arrumam cuidadosamente as penas. Atraídos principalmente pelas flores vermelhas, são eles grandes polinizadores e portanto responsáveis pela reprodução de muitas espécies de plantas. Hábeis acrobatas, são quase imperceptíveis quando passam “zunindo” próximo de nós, tão grande é sua velocidade. Suas azas tornam-se praticamente invisíveis quando pairam no ar .
Aliás, são as únicas aves que voam para trás.
Alimentação
A dieta principal é constituída pelo néctar das flores. Podem alimentar-se de pequenos insetos. Num único dia, eles são capazes de ingerir, em substâncias nutritivas, até 8 vezes o peso do seu corpo.
Reprodução
A construção do ninho é trabalho a ser executado pela fêmea, assim como da incubação dos ovos, os quais são normalmente em número de dois. Também é ela sozinha que trata da difícil tarefa que é alimentar os filhotes. Os ninhos são feitos de paina, reforçados com fios de seda produzido por aranhas e cobertos de liquens para confundi-los com o ambiente, o que os tornam mestres nesta arte. Normalmente os beija –flores fazem seus ninhos a pouca altura, sendo comum encontrá-los a um metro do solo, às vezes até menos. Encontrar um ninho de beija-flor em seu habitat natural é dificílimo. Em uma floresta é quase impossível, a não ser que a pessoa seja um
Curiosidades
Os indígenas deram nomes muito sugestivos para os beija-flores, que descreviam com perfeição esses pássaros encantadores: para os índios caraíbas, eles eram os “colibris”, que significa “área resplandecente”; os tupis os batizaram de “guainumbis”, ou seja, “pássaros cintilantes”; já para os índios guaranis, os beija-flores eram os “mainumbis”, isto é, “aqueles que encantam, junto à flor, com sua luz e esplendor”. Dizem que Igor Sirkorski, que inventou o helicóptero, baseou suas idéias na observação contínua do vôo dos beija-flores. No entanto, o helicóptero não pode voar de cabeça para baixo. Os beija-flores podem.
Predadores naturais
Aves de rapina, tucanos, gambás, etc.
Ameaças
Destruição do habitat, caça e agrotóxicos. Infelizmente, em algumas regiões do Brasil, ainda são caçados com redes para se fazer “passarinhada”.
Se for possível, procure atraí-los com o plantio de espécies vegetais apropriadas (veja sugestões no item “plantas que atraem beija-flores”). Caso contrário utilize-se de bebedouros apropriados tomando certos cuidados para não prejudicá-las, ao invés de contribuir com a manutenção das espécies. Aí vão algumas sugestões: esses bebedouros feitos de garrafas plásticas ou vidro com um orifício onde a água com açúcar sai, devem ser extremamente limpos e lavados diariamente, porque a sujeira acumulada propicia o desenvolvimento de fungos que acabam matando os pássaros. A mistura deve ser trocada diariamente para não fermentar o que sobra. Fungos e bactérias surgem com a fermentação decorrente do uso do açúcar ou mel. O tempo que esse alimento fica no bebedouro leva à fermentação, que provoca problemas no bico do pássaro. Recomenda-se, portanto, lavar todas as partes do bebedouro com água e sabão, se possível todos os dias, e enxaguar bem. Uma vez por semana, deve-se fazer uma lavagem mais intensiva, colocando o bebedouro de molho numa solução de água sanitária e enxaguar bem para eliminar odores e resíduos. Trocar a água doce todos os dias é o melhor conselho. Não é preciso colocar muita água: é melhor colocar um pouco todos os dias, do que encher o bebedouro. As abelhas geralmente atacam os bebedouros quando a água está muito doce, ou seja, quando exageramos mesmo na quantidade de açúcar. O ideal é usar uma solução fraca de açúcar ou mel. Deve-se colocar no bebedouro cerca de 20% de açúcar e o restante com água, de preferência filtrada ou clorada. Se no local houver muitos beija-flores visitando-as, é melhor colocar várias garrafas, pois eles são muito territorialistas e muitas vezes chegam a brigar de tal forma que um ou outro acaba morrendo pelos ferimentos recebidos. Se você passa alguns dias em sua casa de campo ou sítio, retire os bebedouros quando for embora, para que não se tornem um perigo às aves, já que abandonados por alguns dias a água fermentará e com restos de insetos apodrecidos, tornar-se-ão verdadeiros potes de veneno. Evite os bebedouros que possuem aquelas flores de plástico colorido com a finalidade de atrair os beija-flores. Essas flores artificiais atraem na realidade os fungos que são prejudiciais aos pássaros. Retire estas flores. Os beija-flores se acostumarão rapidamente com os bebedouros, sem a necessidade delas.
Plantas que atraem beija-flores
Jardins bem floridos são um grande atrativo para estas aves que procuram o néctar das flores.
Topetinho leque canela(Lophornis ornata)
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Marcadores: AVES, Beija-flor
ARARA VERMELHA PEQUENA

Características
Mede aproximadamente 84 cm. Possui grande área amarela na asa; face branca, inteiramente nua (sem a presença de fileiras de penas vermelhas). Cor geral vermelha com a plumagem bem mais brilhante que a arara vermelha grande.
Habitat
Florestas tropicais.
Ocorrência
México, Bolívia e Brasil, da Amazônia até o norte do Mato Grosso, sudeste do Pará.
Hábitos
Emite grito estridente enquanto voa, mas se alimenta quietamente. Durante à noite, repousa junto de outros indivíduos da espécie. Vivem em grupos, podendo misturar-se a bandos de outras araras.
Alimentação
Sementes e frutas. Come plantas que se descobriu serem venenosas. Cientistas acreditam que ele neutralize este veneno, comendo barro das fontes da água salobra.
Reprodução
Incubação dura cerca de 25 dias, com postura de 01 a 03 ovos.
Nidifica em ocos de árvores quase sempre há mais de 10 metros de altura e o período de reprodução varia com a região de ocorrência.
Ameaças
Captura para venda como animal ornamental e na destruição do seu ambiente são as maiores ameaças da espécie. Aparece nas primeiras gravuras que ilustram as reportagens da descoberta do novo mundo.
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ARARA VERMELHA GRANDE
Mede aproximadamente 90 cm de comprimento e pesa cerca de 1,5kg. Possui plumagem predominantemente vermelha, com as penas das asas em azul (coberteiras maiores e primárias), e verde (coberteiras menores, secundárias e terciárias), face branca com fileiras de penas vermelhas.
Habitat
Matas e áreas de capões florestais, podendo, eventualmente, ser avistada em áreas mais abertas (tipo savanas).
Ocorrência
Desde o sul do Panamá, passando pela Bolívia, Colômbia, Peru, Paraguai indo até a Mata Atlântica no Espírito Santo e Rio de Janeiro. Atualmente, é muito rara nas florestas costeiras, sendo mais comumente encontrada nos estados de Mato Grosso, Goiás e região amazônica.
Hábitos
Vivem agrupadas em casais ou em pequenos grupos de até 12 indivíduos.
Alimentação
Frutos e sementes procurados nas copas de árvores. Podem eventualmente ingerir barro para minimizar o efeito tóxico de algumas plantas e complementar a dieta com sais minerais.
Reprodução
Pode construir o ninho em ocos de grandes árvores ou paredões de pedra. A reprodução ocorre na estação chuvosa, podendo a fêmea coloca geralmente 2 ovos e o período de incubação é de 30 dias.
Ameaças
A destruição do ambiente é provavelmente a maior ameaça para a espécie, visto que precisa de grandes áreas de mata ou capões para viver. O desaparecimento desta arara das florestas próximas ao litoral brasileiro deve estar relacionado ao desmatamento acentuado da vegetação original, resultando em fragmentos de mata incapazes de sustentar uma população. A espécie também está sujeita à perseguição para fomentar o comércio ilegal de aves.
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ARARAJUBA
Características
Mede aproximadamente 34 cm e pesa em torno de 200gr a 300gr. Do porte de um papagaio pequeno, porém com a cauda maior, sua plumagem é amarela dourada, tendo somente as penas do final das asas, verde escura. Possui o bico de cor clara. Sua cauda é longa com penas de tamanho desigual e bico curvo. Suas pernas são rosas. Tendo em vista sua ocorrência ser atribuída apenas ao Brasil e sua cores correspondem às existentes na bandeira nacional, esta ave é considerada como símbolo do Brasil. Não há dimorfismo sexual, machos e fêmeas são iguais. Podem viver até 30 anos.
Habitat
Florestas tropicais. Endêmica da floresta amazônica .
Ocorrência
Do Maranhão ao oeste do Pará e através do Baixo Xingu ao Tapajós.
Hábitos
Vivem em grupos de 4 a 10 indivíduos. Podem ser vistas também em pares. Os casais são monogâmicos, ou seja, vivem juntos por toda a vida. Vivem nas matas em árvores bem altas, nos buracos altos e bem profundos das árvores. Animais silenciosos, se seguram pelo bico, pendurando-se nos galhos.
Alimentação
Sementes e frutos. Na natureza seu alimento predileto é o coco do açaí.
Reprodução
Atingem a maturidade aos 3 anos. A i ncubação dura cerca de 26 dias com postura de 1 a 3 ovos. O período de reprodução vai de setembro a dezembro. Os filhotes, que são alimentados pelos pais até depois de saírem do ninho por mais ou menos 15 a 20 dias. Quando saem do ninho já estão emplumados. Normalmente o casal permanece junto dos filhotes dentro do ninho. Os filhotes nascem sem penas e depois ficam com penas amarelas com algumas manchas verdes.
Ameaças
Está ameaçada de extinção pela destruição do seu habitat e a intensa captura como ave ornamental.
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ARARA CANINDÉ
Mede aproximadamente 80 centímetros e pode pesar até 1,2 kg. Sua plumagem superior é de cor azul e sua barriga amarela. A face é branca. A garganta e fileiras de penas faciais negras. O bico é negro, forte, alto e recurvado, e a língua grossa é sensível e riquíssima em papilas gustativas.
Habitat
Florestas, várzeas com buritizais, babaçuais e beira de mata.
Ocorrência
América Central, América do Sul, sendo no Brasil até o estado de São Paulo.
Hábitos
Voz estridente, não chega a pronunciar tão exatamente as sílabas "a-ra-ra", que é a voz comum a todas as espécies deste gênero. Utilizam o bico como um terceiro pé que quando trepam nos galhos. A melhor defesa que possui é ficar imóvel e calada. Vivem geralmente aos pares, podendo formar também grupos de mais de 30 indivíduos.
Alimentação
Sementes, frutas e larvas de insetos.
Reprodução
Formam casais que são fiéis por toda a vida, estes casais botam uma vez por ano dentro de oco de árvore de 03 a 04 ovos, dos quais saem depois de 30 dias 02 a 03 filhotes. Os filhotes saem do ninho com 13 semanas de vida e são totalmente dependentes dos pais.
Ameaças
Ameaçada de extinção. As araras estão entre as aves mais apreciadas para servirem de animais de estimação e entre elas a canindé é a mais comum de ser encontrada na Europa e Estados Unidos, a maioria delas proveniente do tráfico que é hoje maior perigo para espécie. As maiores ameaças para esta arara estão relacionadas a destruição do habitat, principalmente no Cerrado. A devastação de áreas com vegetação nativa, incluindo os buritizais, implica na redução dos locais disponíveis e adequados para sua reprodução, tendo em vista seu hábito especializado na utilização de ocos de buritis como ninhos. O comércio ilegal também exerce pressão significativa sobre a espécie, sendo possivelmente a arara mais comum encontrada em cativeiro.
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KIWI

KIWI - Ave-símbolo da Nova Zelândia
A Nova Zelândia, nação formada por um conjunto de ilhas situadas no oceano Pacífico Meridional, tem como animal-símbolo o estranho e aparentemente disforme kiwi (ilustração acima), ave de tamanho um pouco maior que o de uma galinha, e cujo corpo é revestido de penas cinzentas e com cerdas compridas. Desprovida de asas, ela é dona de um bico longo - com as narinas implantadas na base, tersos fortes e três dedos em cada pata. Grande corredora, tem hábitos noturnos, vive geralmente nos bosques e em locais montanhosos, e se vale do olfato para encontrar as frutas, sementes, insetos e pequenos vermes com que se alimenta. Seu nome - kiwi - é onomatopaico, ou seja, provém do grito característico que emite, sendo interessante observar que o fruto kiwi (quiuí, em português) recebeu esse nome pela semelhança de sua cor com a da penugem da ave.
O kiwi quase pode ser considerado um mamífero honorário. Ele parece um porco-espinho, alimenta-se e tem o olfato de um porco-espinho, mas na verdade é uma ave. Na Nova Zelândia, onde não há porcos-espinhos, esse estranho animal preenche o nicho ecológico ocupado pelos pequenos mamíferos espinhosos com os quais se assemelha. Ele tem todos os sentidos e a constituição física adequada para fuçar as folhas que cobrem o solo e para cavar a terra em busca de minhocas, lesmas e outros petiscos suculentos. Procurando comida à noite ele fuça o chão com seu bico longo e sensível, e enquanto a maioria das aves usa o tato ou a visão para esquadrinhar o solo e encontrar o seu alimento, o kiwi usa o olfato, valendo-se das narinas que tem na ponta do bico e dos receptores olfativos alojados na base do seu sistema respiratório. Sua membrana olfativa é dobrada em forma cilíndrica (convoluta), como a dos cães, para aumentar a área da superfície, mas embora o kiwi por causa disso possa parecer incomum, seu olfato não o torna o único com essa característica no mundo das aves.
Os kiwis vivem aos pares e têm um único parceiro por toda a vida. Eles produzem ovos enormes (apenas um por ano), dez vezes maiores que os de uma galinha e com peso aproximado de 450 gramas, podendo representar até 20% do peso das fêmeas – o maior de todos os pássaros em relação ao tamanho do corpo. Apesar de sua aparência desajeitada e por não poderem voar, os kiwis são criaturas ágeis que podem correr mais do que humanos, e possuem garras afiadas utilizadas para se defender de seus inimigos. Eles são pássaros altamente territoriais que defendem seu espaço contra intrusos, mas apesar disso a sua população está diminuindo, não só devido a predadores como gatos, cachorros e ratos carnívoros, mas também pela destruição de seu habitat. Todas as seis espécies de kiwi encontram-se severamente ameaçadas de extinção.
O kiwi é o menor representante das aves que não voam, ordem que inclui as emas e as avestruzes, mas a sua origem ainda é uma incógnita. Ao que tudo indica, a
Nova Zelândia permaneceu desabitada até a chegada dos maoris, por volta do século 14, e nela não existiam animais mamíferos, introduzidos posteriormente pelos indígenas representantes da raça polinésia.
As ilhas neozelandesas possuíam uma fauna com aspectos marcantes, pois foi somente nelas que se encontraram vestígios da existência da gigantesca ave incapaz de voar chamada moa. Além do mais, das diversas espécies existentes nas ilhas a mais corpulenta era a Dinormis robustus, com 3,60m de altura, aproximadamente, e que se extinguiu há cerca de 500 anos. Nas florestas mais espessas ainda se encontram o kiwi e o takahe, este último já considerado extinto mas redescoberto em 1950.
Com relação ao tamanho dos ovos do kiwi, acredita-se que o maior já produzido por uma ave tenha sido o do já extinto pássaro elefante de Madagascar, de 3 metros de altura, criatura cujos ovos chegavam a pesar 11 quilos. Hoje, a recordista nesse campo é a avestruz fêmea africana, de 1,80m de altura, que põe ovos com até 1,5kg de peso, o que corresponde a apenas 1% do seu peso corporal. Geralmente, o tamanho do ovo das aves é determinado pelo tamanho do pássaro, embora diferentes estilos de vida possam levar a variações. As aves pernaltas e os pássaros de caça, por exemplo, botam ovos maiores que muitas aves de tamanho semelhante, o que é explicado pelo fato de que como os seus filhotes abandonam o ninho assim que saem dos ovos, para comerem por conta própria, precisam ser bem desenvolvidos. Por outro lado, espécies que ficam no ninho sendo alimentadas pelos pais, produzem ovos menores.
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Marcadores: AVES, Kiwi - Ave
ARARA AZUL PEQUENA

Características
Muito semelhante à arara-azul-de-lear, porém menor, 68 cm, com uma área triangular nua, amarela pálida na base da mandíbula, também um pouco menor. Além do anel amarelo característico em volta dos olhos. A plumagem é mais clara, apresentando um tom azul esverdeado um pouco desbotado, na cabeça, pescoço, costas e barriga, garganta e peito acinzentados, parte superior das asas e cauda num azul brilhante e parte inferior das asas e cauda completamente negras.
Habitat
Campos abertos, baixadas com palmeiras e matas ciliares ao longo dos rios.
Ocorrência
Distribuída numa pequena faixa entre a província de Corrientes na Argentina, fronteira com o Paraguai, província de Artigas no Uruguai e os estados brasileiros do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Hábitos
Vista aos pares, juntando-se a grupos para se alimentar nas palmeiras, onde os frutos verdes, também lhe proporcionavam uma boa camuflagem.
Alimentação
Frutos das palmeiras como o butiá e o tucum, ou frutas da estação.
Reprodução
É desconhecido o período de reprodução, sabe-se que aninhava em ocos das árvores, nas fendas ou cavidades dos penhascos de arenito ou até mesmo nos barrancos dos rios.
Ameaças
Ameaçada de extinção. As prováveis causas da extinção da arara-azul-pequena pode ter sido a baixa densidade populacional ocasionando um esgotamento genético, a caça e o tráfico de animais.
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ARARA AZUL DE LEAR
Mede cerca de 71 cm e pesa em trono de 940 gr. Possui a plumagem da cabeça e pescoço azul – esverdeado, barriga azul – desbotado, apenas as costas, lado superior das asas e cauda azul – escuro. Anel perioftálmico amarelo relativamente claro além da barbela amarela – enxofre clara, quase triangular situada em cada lado na base da mandíbula. Não existe dimorfismo sexual.
Habitat
Endêmica da Caatinga, vive em desfiladeiros e paredões de granito e onde existem as palmeiras licuri.
Ocorrência
Exclusivamente no estado da Bahia, distribuindo-se pelos municípios de Canudos, Euclides da Cunha, Jeremoabo, Sento Sé e Campo Formoso. Está oficialmente preservada dentro da Estação Ecológica do Raso da Catarina.
Hábitos
Formam casais, permanecendo unidos durante toda vida. Vivem em bandos que podem ser vistos nas primeiras horas do dia ou nos finais de tarde. Abrigando-se em fissuras dos paredões de arenitos.
Alimentação
Principalmente do coco do licuri, mas também de outros frutos como o pinhão, o umbu e o mucumã, ás vezes atacam as plantações de milho.
Reprodução
Na época de reprodução, que vai de dezembro a maio, os casais separam-se do bando e passam a freqüentar o ninho que são feitos nas cavidades dos paredões. A fêmea coloca entre 2 a três ovos. Os filhotes nascem cegos e nus e são alimentados pelos pais até que possam sair sozinhos do ninho, e muitas vezes acompanham os pais durante os vôos.
Ameaçada de extinção pela destruição do habitat, endemismo e o tráfico de animais. Hoje existem cerca de 150 araras-azuis-de-lear na natureza e 18 em cativeiro no Brasil.
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ARARA AZUL
Também conhecida como araraúna é o ma ior de psitacídeo do mundo, medindo 93 cm de comprimento, penas centrais da cauda com 55 cm, 1,5 kg de peso. A plumagem é predominatemente azul cobalto, mais escura nas asas, o bico é cinza escuro, muito grande, aparentando ser maior que o próprio crânio, sem dentes na maxila, porém com pronunciado entalhe na mandíbula, com mandíbula e pele do contorno dos olhos amarelos. A língua é negra com uma tarja amarela longitudinal. Não há distinção entre machos e fêmeas. Os machos normalmente são mais robustos, principalmente no bico, com a cabeça mais quadrada. A cauda também é maior. Podem atingir de 30 a 40 anos de idade.
Habitat
Buritizais, pantanal, matas ciliares e cerrados adjacentes.
Ocorrência
No Brasil nos estados do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Sul do Piauí e do Maranhão e no Pará.
Hábitos
Espécie é monógama, permanecendo unidos por toda a vida. São animais muito sedentários e gregários, cuja população está relacionada a existência de árvores para nidificação e aos cocos de poucas espécies de palmáceas. A falta de um destes fatores impede a sobrevivência da ave. Na natureza, observam-se as araraúnas em famílias, pares ou bandos de até 63 indivíduos (no Pantanal, até julho de cada ano). No Pantanal, é comum observar araraúnas próximas às sedes de fazendas; isto ocorre porque as sedes são construídas nas partes mais elevadas e onde se localizam os acuris e as bocaiúvas (palmáceas). Têm o vôo pesado, no entanto são capazes de descrever curvas fechadas.
Sementes e frutos.
Atingem a maturidade aos 3 anos. Época reprodutiva vai de novembro a janeiro.
Fazem ninhos em árvores e nos buritis. P ostura de 01 a 3 ovos e i ncubação dura de 27 a 29 dias. Os ovos são redondos. Os filhotes nascem medindo 10 a 12 cm e pesando 20 a 27 gramas. Ganham peso e crescem rapidamente. Os filhotes abandonam o ninho com 15 semanas de idade. Produzindo em média dois filhotes a cada dois anos, mas com a sobrevivência de apenas um filhote na maioria dos casais, a arara-azul também tem baixa taxa reprodutiva. Além disso, 20 a 40% dos ovos são predados a cada: ano e 10 a 15% dos filhotes que nascem, são predados ou morrem antes de completar cinco dias de vida. As árvores para a nidificação, no Pantanal, é a ximbuca (Enterolobium cortisiliquun), o angico-branco (Albizia niopoides) e, principalmente, o manduvi (Sterculia striata). São árvores de grande DAP (diâmetro na altura do peito) e por isso possuem ocos compatíveis com os ninhos ideais para a araraúna. Esta ave nunca inicia um oco, porém pode aumentá-lo. O preparo do ninho, a postura e o cuidado com os filhotes são ações que demonstram a cooperação do casal.
As araraúnas são fiéis a seus pares e na perda do macho ou da fêmea, seu par fica sozinho, não se compondo novamente com outro indivíduo. Os ninhos são disputados com outras espécies de aves como: arara-vermelha (Ara chloroptera), gavião-relógio (Micrastur semitorquatus), urubu (Coragyps atratus) e pato-do-mato (Cairina moschata) e, mais raramente, por marreca-cabocla (Dendrocygma autumanalis) , Falco refigulares e tucano (Ramphastos toco). Outros animais como porco-espinho (Coendou prehensilis) e abelhas (Melis apiphera) também podem ocupar os ninhos da araraúna.
Predadores naturais
Os prováveis predadores de seus ovos são: gralha (Cyanocorax sp.), tucano (Ramphastos toco), carcará (Poliborus plancus), quati (Nasua nasua), irara (Eira barbara) e gambá (Didelphis albiventris). Os prováveis predadores de filhotes são: gavião-relógio (Micrastur semitorquatus), gavião-pernilongo (Geranospiza caerulesncens), gavião-preto (Buteogallus urubutinga) e irara.
Ameaças
Ameaçada de extinção. Hoje a população é diminuta por causa da destruição dos habitats (desmatamentos e queimadas), do tráfico e do baixo sucesso reprodutivo. O pisoteio do gado dificulta o crescimento e a manutenção da população da bocaiúva, o que dificulta a oferta de alimentos para a araraúna. O manejo da pastagem para o gado é feito através de queimadas, as quais se alastram e queimam as cordilheiras e capões, onde existem o alimento e os ninhos das araraúnas. A caça que foi intensa até a década de 80 e hoje ainda é uma ameaça para as populações Norte e Nordeste do Brasil, juntamente com a coleta de penas para cocares e colares nas áreas indígenas.
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ARAPONGA

Características
É conhecida em todo o Brasil pelo seu grito alto e estridente. É também chamada de guiraponga, ferreiro ou ferrador, sendo que esses dois últimos nomes vêm do seu grito, que imita com perfeição o trabalho de um ferreiro, primeiramente com uma lima e a seguir com a batida estridente de um martelo sobre a bigorna. O nome Araponga é indígena e vem de ara = ave e ponga = soar. Três espécies de arapongas são encontradas no Brasil: a Procnias nudicollis , que é a mais comum, habitando desde matas litorâneas da Bahia até o Rio Grande do Sul. O macho é todo branco, com a garganta e os lados da cabeça esverdeados, e a fêmea é totalmente esverdeada. Temos também a Procnias averano que vive em Roraima e no Nordeste, tem as asas pretas, peito branco, cabeça marrom e vários apêndices carnudos que "nascem" do seu pescoço como se fossem barba, de onde vem seu nome popular de "araponga de barbela". A terceira espécie é a Procnias alba , que habita o Amazonas na região do Rio Negro, mas pouco se sabe sobre ela.
Habitat
Florestas.
Ocorrência
Todo o Brasil.
Hábitos
O macho fica adulto entre dois anos e dois anos e meio. Tem seu território, uma árvore que ele defende e onde não permite a intrusão de machos da sua idade nos seus dois galhos favoritos: um mais alto, onde ele canta, outro mais baixo onde se acasala. A araponga não gosta muito de descer ao chão.
Alimentação
As arapongas, cuja abertura de bico é enorme, comem pequenos frutos silvestres e bagas inteiras.
Reprodução
Pousado no galho mais alto, o macho canta o dia inteiro para atrair a fêmea; e este é um dos casos em que a fêmea escolhe o macho. Os dois se encontram no "galho do acasalamento", e o macho dá um grito bem forte em frente à fêmea; se ela aceitar este macho, dá-se o acasalamento. Posteriormente o macho volta para o seu "galho de canto" e continua a cantar. Se aparecer outra fêmea ele repete a manobra. A postura e de cerca de 2 ovos, o período de incubação de 23 dias e os filhotes saem do ninho com 27 dias de idade.
Ameaças
A Procnias averano se torna cada vez mais rara por causa da derrubada das matas, seu habitat natural, constando na lista do IBAMA de animais ameaçados de extinção. Alguns ecologistas estão tentando a preservação desta espécie. A destruição do habitat, a caça e o tráfico de animais são as principais ameaças para as espécies.
Postado por Jr. às 06:20 0 comentários
ARAÇARI BANANA

Características
Menores que os tucanos e com plumagem do dorso bruno-azeitona, com rabadilha vermelha e o lado anterior amarelo-ouro. O bico tem ponta verde, a parte alta azulada e uma mancha sangue na parte superior.
Habitat
Floresta.
Ocorrência
Sul e sudeste do Brasil.
Alimentação
Frutos e sementes.
Ameaças
Destruição do habitat, caça e tráfico de animais.
Postado por Jr. às 06:17 0 comentários
Marcadores: Araçari banana, AVES
ANÚ BRANCO
Mede em torno de 38 cm, com plumagem branca-amarelada, asas marrons e bico alaranjado. Cauda com faixa preta. As penas da fronte e alto da cabeça são longas e fina e quando arrepiadas formam um topete. Sexo sempre semelhante.
Habitat
Campos, pastagens e áreas cultivadas.
Ocorrência
Paraguai, Uruguai, Argentina e todo o Brasil.
Hábitos
Quando empoleirado arrebita sua longa cauda. Seu canto é alto, estridente e muito variado. Caça em pequenos grupos no solo. Anda sempre em bandos. São aves extremamente sociáveis. Devido as seu vôo lerdo e fraco, são freqüentemente atropelados nas estradas. Gostam de apanhar sol e banhar-se na poeira, ficando a plumagem às vezes fortemente tingida com a cor da terra do local ou de cinza e carvão, sobretudo se eles correrem antes pelo capim molhado, o que torna suas penas pegajosas. Pela manhã e após as chuvas, pousam de asas abertas para enxugarem-se. À noite, para se esquentar, juntam-se em filas apertadas ou aglomeram-se em bandos desordenados; acontece de um correr sobre as costas dos outros, que formam a fila, para forçar a sua penetração entre os companheiros. Procuram moitas de taquara para pernoitar. Esta espécie morre de frio no inverno. Arrumam as suas plumagens reciprocamente.
Alimentação
São essencialmente carnívoros, comendo gafanhotos, percevejos, aranhas, miriápodes etc. Predam também lagartas peludas e urticantes, lagartixas e camundongos. Cospem pelotas. Pescam na água rasa. Periodicamente comem frutas, bagas, coquinhos e sementes, sobretudo na época seca quando há escassez de artrópodes.
Seus ovos são relativamente muito grandes, tem de 17 a 25% o peso da fêmea. A cor dos ovos é verde-marinho, uma rede branca calcária em alto relevo se espalha sobre toda a superfície. Tanto há ninhos individuais, como coletivos. A fêmea que construiu um ninho e ainda não começou a pôr os seus ovos, joga fora os ovos postos ali por outras fêmeas. Joga também os ovos, quando a fêmea poedeira encontra o ninho onde quer pôr ocupado por outra ave. Os adultos nem sempre zelam bem pelos ninhos com ovos, abandonando-os. Os filhotes deixam o ninho antes de poder voar, com a cauda curta, e são alimentados ainda durante algumas semanas. Quando os seus ninhos são abandonados, às vezes são aproveitados por outros pássaros, cobras, por pequenos mamíferos, sobretudo marsupiais.
Predadores naturais
Animais carnívoros em geral. Esta espécie é atacada por outras aves, por exemplo o suiriri, mas é reconhecida como possível inimiga da coruja. As rolas se assustam com o aparecimento de anus-brancos. O anu-branco por sua vez enxota gaviões como o gavião-carijó quando estes pousam nas imediações do seu ninho.
Ameaças
Atingidos pela ação funesta dos inseticidas, fato tanto mais lamentável por serem muito úteis à lavoura.
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ANÚ
Mede em torno de 36 cm, possuindo plumagem totalmente preta, cauda longa, bico preto e alto. Sexo sempre semelhante. O cheiro do corpo é forte e característico, perceptível para nós a vários metros e capaz de atrair morcegos hematófogos e animais carnívoros.
Habitat
Campos, pastagens e áreas cultivadas. Prefere lugares úmidos.
Ocorrência
Da Flórida à Argentina e em todo o Brasil.
Hábitos
Muito hábil para pular e correr entre os ramos. Vive sempre em bandos. Gostam de apanhar sol e banhar-se na poeira, ficando a plumagem às vezes fortemente tingida com a cor da terra do local ou de cinza e carvão, sobretudo se eles correrem antes pelo capim molhado, pois suas penas se tornam pegajosas. Pela manhã e após as chuvas pousam de asas abertas para enxugarem-se. À noite, para se esquentar, costuma juntar-se a outros indivíduos em filas apertadas ou em grupos. Procuram moitas de taquara para pernoitar. Arrumam as suas plumagens reciprocamente. São aves extremamente sociáveis. Voador fraco mal resiste à brisa, qualquer vento mais forte o leva para longe. O anu-preto possui mais de uma dúzia de vozes diferentes. Tem dois pios de alarme: a um certo grito todos os componentes do bando se empoleiram em pontos bem visíveis, examinando a situação; outro grito, emitido quando um gavião se aproxima, faz desaparecer num instante no matagal todo o grupo. Eles se divertem cavaqueando baixinho, de modo bem variado, causando às vezes a impressão de estar tentando imitar a voz de outra ave.
Alimentação
Essencialmente carnívoros, comendo gafanhotos, percevejos, aranhas, miriápodes etc. Predam também lagartas peludas e urticantes, lagartixas e camundongos. Pescam na água rasa; periodicamente comem frutas, bagas, coquinhos e sementes, sobretudo na época seca quando há escassez de artrópodes. O anu-preto alimenta-se, sobretudo de ortópteros (gafanhotos) que apanha acompanhando o gado. Quando não há gado no pasto executa, às vezes, caçadas coletivas no campo, o bando espalha-se no chão, em um semicírculo, ficando afastados uns dos outros por dois ou três metros. Permanecem assim imóveis e atentos e quando aparece um inseto, a ave mais próxima salta e o apanha. De tempos em tempos o bando avança. Quando pousam sobre o dorso dos bois geralmente o fazem para ampliar seu campo visual. Às vezes apanha insetos em pleno vôo, capturando também pequenas cobras e rãs; seguem tratores que aram os campos.
Reprodução
Os ovos perfazem 14% do peso de seu corpo. É de cor azul-esverdeada, coberto por uma crosta calcária, raspada sucessivamente pelo processo de virar os ovos durante a incubação. A incubação é curta, dura de 13 a 16 dias. O anu-preto costuma trazer comida quando visita a fêmea no ninho. O macho dança em torno da fêmea, no solo. As fêmeas, embora possuam ninhos individuais, se associam mais freqüentemente a um ou dois casais do seu bando para construir ninho coletivo, pôr ovos e criar a prole juntas, tendo a cooperação de machos e filhotes crescidos de posturas anteriores. Seus ninhos são grandes e profundos. Pode acontecer de um ninho ser ocupado por 6 ou 10 aves, e conter 10, 20 e até mais ovos. A postura de uma fêmea é calculada em 4 a 7 ovos. São criados com sucesso meia dúzia de filhotes por vez. A boca aberta vermelha do filhote do anu-preto é marcada por três sinais amarelos. Quando os seus ninhos são abandonados, às vezes são aproveitados por outros pássaros, cobras e por pequenos mamíferos, sobretudo marsupiais.Os filhotes deixam o ninho antes de poder voar, com a cauda curta, e são alimentados ainda durante algumas semanas. Seus filhotes ainda pequenos são facilmente espantados e fogem para todos os lados sobre os galhos em torno do ninho, mas costumam regressar ao mesmo quando se sentem novamente seguros.
Postado por Jr. às 06:08 0 comentários
ANANAÍ

Características
Espécie de marreco pequeno, com pés vermelhos, coloração parda com tons oliváceos, asas negras e brilhantes e o espelho alar com faixas brancas e verde-azuladas brilhantes. O macho possui bico vermelho e a fêmea cinza-oliva. Mede aproximadamente 40 cm.
Habitat
Áreas alagadas, ricas em vegetação baixa e densa, de pouca profundidade.
Ocorrência
Das Guianas e Venezuela até a Argentina e em todo o Brasil.
Hábitos
Constrói o ninho no solo ou em oco de árvores e seus ovos são arredondados e brancos.
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ANACÃ

Características
É uma das espécies de papagaios mais vistosas da Amazônia. Possui uma gola de penas longas, bordadas de azul, ao redor do pescoço e, quando excitada, a ave levanta esse linto ornato em forma de leque. A cabeça é Bruna, o dorso e as asas são verdes. O ventre é azul com manchas vermelhas e verdes. A cauda é longa.
Habitat
Floresta de terra firme.
Ocorrência
Região amazônica.
Hábitos
Vive em bandos que variam de cinco a mais de uma dúzia de animais. O nome vem da vocalização, pois ao voar grita "anacã! anacã! anacã!", chamando seus colegas e mantendo a integridade do bando.
Postado por Jr. às 06:04 0 comentários
ALMA DE GATO

Características
Ave bastante vistosa com rabo longo. Pelagem laranja-avermelhada em todo o dorso, peito acinzentado e garganta amarelada. Bico amarelado. Mede aproximadamente 47 cm. Cauda longa com penas gradativamente mais curtas, do meio para os lados, e ponta branca.
Habitat
Cerrados e matas ou às suas margens, com algumas ocorrências em áreas urbanas.
Ocorrência
Do México à Argentina e em todo o Brasil.
Hábitos
Vive aos casais. O som de seu canto é forte, emitindo até 16 pios em 10 segundos, além de imitar outras aves como o bem-te-vi.
Alimentação
Insetívoro.
Postado por Jr. às 05:59 0 comentários
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ALBATROZ GIGANTE
É a maior ave voadora do mundo, podendo exceder 3,50 m de envergadura, mas mal ultrapassando o peso de sete quilos. Plumagem branca com dorso e asas escuras. A cauda é cinzenta, pés e bicos amarelos, este último com a ponta mais escura. Os juvenis deixam o ninho com plumagem quase totalmente marrom, que vai clareando com a idade. Os machos tendem a tornar-se mais brancos que as fêmeas. Machos pesam entre 8,19 e 11,9 kg. Fêmeas entre 6,35 e 8,71 kg. A envergadura dos machos é maior que das fêmeas. É provável que alguns indivíduos ultrapassem os 50 anos de idade.
Habitat
Pelágico (mar aberto, longe da costa), acidentalmente ocorre nas costas.
Ocorrência
Litoral sul do Brasil.
Hábitos
Os jovens permanecem no oceano por cinco anos antes de retornar à sua colônia natal, exibindo alto grau de filopatria. Cerca de 50% dos jovens sobrevivem até essa idade, enquanto adultos entre têm uma expectativa anual de sobrevivência de 94%. Durante o verão as fêmeas utilizam a margem da plataforma continental da América do Sul (norte até c. 32°S) e os machos as águas fora da Península Antártica; durante o inverno os machos se juntam às fêmeas. As viagens de alimentação para as águas do norte da Argentina e sul do Brasil cobrem mais de 9.500 km e duram c. 15 dias. A espécie realiza movimentos de grande escala, e indivíduos que nidificam no Atlântico parecem realizar uma migração circumpolar para leste que os leva à costa sul da Austrália e através do Pacífico antes de retornarem às colônias de reprodução nas ilhas subantárticas do grupo das South Georgias. Aves anilhadas desta população tem sido recapturadas na costa sul do Brasil (notadamente por espinheleiros operando fora do Rio Grande do Sul e Santa Catarina), África do Sul e sul da Austrália e Nova Zelândia.
Pequenos animais, principalmente moluscos e crustáceos. Segue navios para apanhar detritos. Capturam presas principalmente na superfície, tendo limitada capacidade de submergir. Alimentam-se principalmente de lulas e peixes que podem ser obtidos como descartes da pesca ou corpos flutuantes após a desova. Os albatrozes também consomem carniça (como mamíferos marinhos mortos), tunicados, águas-vivas e crustáceos. A maior parte do alimento é obtida durante o dia, embora haja algum forrageamento noturno. A predisposição da espécie em consumir presas mortas faz com que se associe a barcos pesqueiros para aproveitar descartes, sendo bastante agressiva ao disputar restos com outras aves.
Reprodução
Machos e fêmeas começam a se reproduzir com cerca de 11 anos. A idade de primeira reprodução tem decrescido em populações sofrendo redução devido à mortalidade causada pela pesca. No Atlântico nidifica no arquipélago das South Georgias (c. 2.000 pares reprodutivos/ano), especialmente Bird Island (60% da população do arquipélago). A população que nidificava nas ilhas Falklands (Malvinas) se extinguiu em 1959 devido à pressão humana. For a do Atlântico há colônias nas ilhas Crozet, Kerguelen, Marion, Prince Edward e Macquarie.No Oceano Índico há populações reprodutivas nas ilhas Crozet, Herguelen, Marion, Prince Edward e Macquarie. Nidifica em colônias dispersas, as posturas sendo realizadas entre dezembro e fevereiro. A incubação dura 11 semanas, sendo dividida entre os pais. O único filhote leva 40 semanas para deixar o ninho, o que ocorre entre novembro e fevereiro. O longo período reprodutivo (55 semanas) faz com que essa espécie se reproduza apenas bi-anualmente. Casais bem sucedidos podem retornar à colônia apenas após 3-4 anos.
Ameaças
A pesca com espinhéis (espinheleiros) e a poluição contribuem para a diminuição da população. A espécie é considerada globalmente vulnerável.
Postado por Jr. às 05:54 0 comentários
Marcadores: Albatroz gigante, AVES




























